5 de abril de 2026

A Vida Invisível de Addie Larue, V.E. Schwab

Ei, leitores, turubon?
Nunca li nada da V.E. Schwab e resolvi começar pelo mais famoso entre os leitores e acho que não foi algo que esperava. 

Nunca faça preces aos deuses que atendem depois do anoitecer


Em um pequeno vilarejo de Paris em 1700, Adeline Larue vive num conflito interno com as coisas da vida, colocando num casamento que não deseja. Num ato de maior desespero, ela pede súplicas aos deuses, mas quem responde é o Deus da Escuridão, e assim lhe concede o seu desejo de liberdade. Então, o acordo foi selado, Adeline não tinha noção das consequências que veria com esse acordo. 

Quando tudo escapa por entre os seus dedos, você aprende a valorizar a sensação de coisas caras na palma da sua mão.

Ao retornar ao seu lar, viu que tudo seguia, porém sua família e amigos não tinha nenhum vestígio dela em sua memória. Qualquer interação que tinha com alguém e, ao dar as costas, tudo era esquecido. Adeline passa a transitar pelo mundo com a única lembrança que tem, um anel dado pelo seu pai.

Pensa que ser esquecida é um pouco como enlouquecer. Você começa a se perguntar o que é real, se você é real. Afinal, como algo que não é lembrado pode existir? 

Trezentos anos depois, Adeline está em Nova York vivendo dia após dia e, nas suas empreitadas, acaba conhecendo Henry, um rapaz que trabalha numa livraria e, para sua maior surpresa, ele se lembra dela. Adeline se vê num mistério tentando entender como ele se lembra dela e se agarra nessa esperança.
 

A Vida Invisível de Addie Larue é uma fantasia bem descritiva. A história se intercala entre o passado e o presente de Addie, onde temos o início de como ela acabou por aprender sobre a maldição e a conviver. Quando terminei, senti que faltava algo, sabe? É uma história que me comoveu em muitos momentos, diversas reflexões tive: “como iria sobreviver num mundo sem poder deixar minhas marcas nele?”, é solitário e não sobreviveria nem por 1 ano. 
 
Addie passou por muitas coisas no decorrer do livro, mas senti que ela deveria ter amadurecido mais. Ela muitas vezes ia mais por desafio, tanto que a Escuridão, que conhecemos por Luc, sempre aparecia no aniversário da maldição e fazia de tudo para ela desistir, e ela levava isso como desafio, tanto que no final ela acabou aceitando as visitas dele, já que passou a se sentir solitária. Já o Henry foi um mistério para mim porque queria saber mais dele, queria saber a razão dele lembrar de Addie. Ele foi o que mais quis saber mais. 
 
A questão é que gostei da trama, porém em muitos momentos senti que, quando estava tão ansiosa e animada pelo próximo capítulo, dava uma quebra voltando para o passado e isso me deixava frustrada. No final, senti que a autora correu para finalizar a história, se tivesse colocado algumas páginas a mais, acho que ficaria melhor, enfim. Foi uma boa experiência para ser o primeiro da autora e estou bem ansiosa para ler outros dela. 
 
É uma fantasia que trilha a história da protagonista e que também ensina que deixar sua marca no mundo é importante porque alguém vai lembrar de você de alguma maneira. Super indico para quem nunca leu nada da autora e quer começar!

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